O acelerador de partículas, localizado no Cern, a Organização Europeia
para a Pesquisa Nuclear, em Genebra, na Suíça, está agora operando em
seu nível mais alto, na tentativa de detectar buracos negros em
miniatura, considerados a chave para um 'multiverso'. Agora, dados
recolhidos desde junho estão sendo analisados. Críticos alarmistas
temem que isso possa causar o fim do mundo, mas os cientistas dizem que
o experimento inovador poderia mudar toda a compreensão do universo.
"Assim
como muitas folhas paralelas de papel, ou seja, dois objetos
dimensionais podem existir em uma terceira dimensão (altura), universos
paralelos também podem existir em dimensões superiores”, disse o cientista do Cern, Mir Faizal, da Universidade de Waterloo, no Canadá. "Prevemos
que a gravidade pode vazar para outras dimensões, e se isso acontecer,
os buracos negros em miniatura podem ser produzidos aqui. Normalmente,
quando as pessoas falam em multiverso, elas pensam na interpretação de
muitos mundos da mecânica quântica, onde todas as possibilidades se
atualizam. Isso não pode ser testado e por isso é filosofia, e não
ciência. O que queremos dizer é que universos reais existem em
dimensões extras”, completou.
Em
março, Faizal e sua equipe calcularam a energia esperada para detectar
miniburacos negros no ‘arco-íris’ da gravidade. Desde junho, a energia
usada pelo Grande Colisor de Hádrons para esmagar partículas em
conjunto é o dobro da usada durante o tempo em que se descobriu o bóson
de Higgs, a partícula de Deus, tornando a detecção de pequenos buracos
negros possíveis pela primeira vez. Os teóricos do Cern dizem que isso
poderia dar sinais claros de dimensões, além do comprimento, largura,
profundidade e tempo. Universos paralelos podem existir dentro destas
dimensões, em teoria, mas apenas a gravidade é capaz de garantir o
universo em dimensões extras. Se dimensões extras existirem, os
especialistas acreditam que isso poderia reduzir a energia necessária
para produzir buracos negros.
A Teoria daRelatividade de Einstein afirma que a gravidade é causada
pela curvatura do espaço e do tempo. O arco-íris da gravidade diz que o
espaço e o tempo possuem curvaturas diferentes para partículas de
energia diferentes. Isso sugere que o efeito da gravidade sobre o
cosmos provoca diferentes comprimentos de ondas de luz, comportando-se
de forma diferente. Isto significa que as partículas com diferentes
energias vão se mover em espaço-tempo e campos gravitacionais de forma
alternada. Assim, os cientistas descobriram que mais energia é
necessária para detectar miniburacos negros no centro de pesquisa,
muito mais do que se pensava anteriormente.
Se miniburacos negros forem detectados nas energias previstas, poderia
provar a existência de dimensões extras e a extensão de universos
paralelos, segundo Ahmed Ali Farag, da Universidade Estadual da
Flórida, nos EUA. Fonte: http://www.jornalciencia.com/universo/diversos/5468-novos-dados-do-grande-colisor-de-hadrons-dao-aos-cientistas-chance-para-descobrir-um-universo-paralelo
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